Pró-Palmeiras - Por nosso alviverde inteiro!

Os goles amargos
por: Daniel Vasconcellos

Um dia pesado, em que acordei ainda com sono pois não conseguira dormir naquela noite, uma ansiedade e um receio tomava conta do meu ser; de forma que não fiz nada que exigisse um mínimo de concentração naquele domingo, não iria conseguir…

Mais uma vez as mãos suadas e tremulas, os goles rápidos e repentinos na cerveja denunciavam um Palmeirense Apaixonado; que não estava mais em si… Ao meu lado ouvia; “pensei que você nem ia assistir este jogo” (…) Pura verdade, eu nem assistiria, não estava preparado para o que poderia acontecer…

Oque conto nestes parágrafos, poderia ser o prologo de uma grande decisão de campeonato, ou uma final de Libertadores da América no ano do Centenário do Palmeiras… Ou um último
jogo com chances de título Brasileiro na era dos pontos corridos, mas, não era nada disso…

A pequenez dos pensamentos da atual diretoria afundou o Verdão em chafurdáveis episódios de mediocridade, chapéus e amadorismo, verdadeiros desgostos em um ano que era pra ser de alegria, títulos e lucros, com uma marca valorizada! Ano este em que deveriam ter aplaudido uma volta olímpica de um time campeão, não uma renda em um telão!

O último jogo de 2014 com o eminente risco de um terceiro rebaixamento seguia, e quando tomamos aquele gol fiquei sem reação, me veio um filme na cabeça, um “Déjà Vu”; aquela sensação de que algo que já aconteceu um dia, estava se repetindo… Meu amigo dizia que íamos virar, porém, a partir daquele momento meus olhos embaçavam, e os goles na cerveja amargavam…

Empatamos através daquele pênalti, já que neste pesadelo, mesmo com todo o esforço de Valdívia, tentando colocar os jogadores na cara do gol; o elenco do centenário não era capaz de simplesmente chutar e balançar as redes! Ouve um momento em que olhava para o gramado da Nossa Arena, e não sabia se aquele tom amarelado era por conta do Mega Show que repercutiu na cidade no meio da semana, ou se a piada de que o gramado não resistiu à grosseria dos jogadores e morrera, era real…

Acabando aquele empate horroroso, chorava feito uma criança, por lembrar de tudo oque passamos nestes anos de bom e barato que está nos saindo caro… Por não entender o que se passa na cabeça daqueles 2411 sócios, que reelegeram quem continua sujando a Nossa História com vergonhosos rebaixamentos!

Vendo o nervoso da minha namorada, que xingava os jogadores, remoía em meu cérebro todo o mal que os dirigentes estão fazendo à Nossa Marca e Nossa Amada Instituição, ao Nosso Futebol! Em meio a goles cada vez maiores, me perguntava; porque?!

Ainda aguardando o final do jogo na “terra de reis e rainhas”, pensava no que seria do Verde da capital Bandeirante nos próximos dois anos de prolongamento desta pífia gestão… Até que, como um alivio, o time Baiano tomou um gol no finalzinho!

Valdivia Abraça

Desta vez chorava, mas de alivio, as mãos tremulas, as tulipas vazias e a próxima garrafa ainda fechada, esperava por um momento de descompressão… Naquele gole refrescante pude respirar! Abracei o amigo que assistia conosco, beijei minha namorada… Todo o sofrimento deste ano terminava ali…

Infelizmente, esperávamos guardar 2014 na nossa memória como um destes sonhos em que não desejamos acordar; mas, nos marcou como um dos piores anos da Nossa História! Tivemos várias batalhas cheias de baixas, onde perdemos muito, e choramos demais!

dinheiro

Até este último jogo nos sentimos desprezados como torcedores que somos, vimos nos mal tratados pela arrogância dos que deveriam nos representar! O choro transbordado de tristeza, por pouco não se transformou em ódio… Acabaram com o futebol; amargaram os nossos goles; como se Nossa Paixão não fizesse sentido!

Neste final de ano, desejo Boas Festas a todos os Palmeirenses! Verdadeiros guerreiros que amam a Sociedade Esportiva Palmeiras, e por isso batalham por essa História e Instituição! Aos 1611; reitero; não vamos desistir! Nem dentro e nem fora do clube! Maltrataram nosso coração, mas, nosso espirito de luta ninguém vai conseguir quebrar! Que em 2015, o choro Alviverde seja de alegria, e os goles não amarguem, mas, transbordem euforias e vitorias!



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